A cidade do Rio, ao longo do último século, se transformou no cartão postal do Brasil. Inúmeras obras urbanas embelezaram a sua região central e a zona sul, enquanto o antigo subúrbio, atual zona oeste, onde mora a maioria da população, ficou abandonado.
Um modelo de cidade adotado pelos donos do poder econômico e político. A constante expansão das favelas, precariedade das condições de vida nos bairros populares, transporte deficiente, serviços públicos como saúde e educação de péssima qualidade e privatizados, se tornou a marca perversa desse modelo que transfere recursos públicos para as mãos dos empresários. Um Rio que existe para manter a cidade do cartão postal para poucos.
Nos últimos anos o carioca passou a conviver com diversas obras de preparação da cidade para os megaeventos, como: Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíadas. O Rio, como rota do grande capital internacional, sofre novas intervenções sem que as populações atingidas com remoções tenham o poder de interferência.
A distância entre o interesse da maioria e as decisões políticas não é por acaso. Ela ocorre porque as decisões são tomadas de acordo com os interesses do poder econômico que negocia nos gabinetes dos políticos profissionais esses projetos. É óbvio que isso não é de graça. Essas negociações se transformam em polpudos apoios políticos no momento das eleições.
Para romper com essa lógica, o PCB defende a organização da população em Conselhos Populares. Com estes, os trabalhadores e as classes populares não vão mais precisar de intermediários na política, serão responsáveis por seus próprios destinos.